De Saussure à Chomsky, passando por Vygotsky e agora por todos os meus belos e inteligentérrimos professores, sigo minha busca por respostas que não existem com exatidão e estaticidade (se é que esse termo existe), ao que tange à linguística e à descrição de L1 e L2 (por ora).
Desde 2006 persigo o desenrolar da ciência que me tomou por inteira e por partes. Perseguição que acabará (ou não, seguindo à falta de padronização) por me render uma falta imensa de noites bem dormidas, mas que com certeza, me acarretará um profundo conhecimento de uma área que me dá cada vez mais impulso e motivação (já que essa última também é uma área a se estudar da linguística aplicada em conexão com o processo de ensino-aprendizado (que só pode ser escrito e entendido assim, dicotomicamente) que se inicia em 2011).
Por fim (apesar de estarmos apenas no início de tudo), apresento minha enorme alegria e satisfação por poder fazer parte desse grupo seleto de estudiosos e curiosos da língua, linguagem e derivações.
domingo, 27 de fevereiro de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Novo Ano
E assim começa mais um ano.
Com novas esperanças.
Com o blá, blá, blá de sempre.
Com aquela mesmice que empurra o mundo.
Quanta chatice.
E o ano acaba por começar quando já se passaram dois meses.
Como é que pode acontecer assim?
Sem mais nem porque?
Eu que não quero renovar nada.
Se é pra ser tudo novo, que seja mesmo tudo novo.
Que eu possa sentir o cheiro fresco de tudo que ainda não conheço.
Porque o contrário, não quero, não.
Nada que é corriqueiro vai me animar.
Que 2011 seja mais que ano novo.
Que seja tempo de aprendizado e de muito conhecimento.
Que sejamos únicos todos nós.
Assim seja!
Com novas esperanças.
Com o blá, blá, blá de sempre.
Com aquela mesmice que empurra o mundo.
Quanta chatice.
E o ano acaba por começar quando já se passaram dois meses.
Como é que pode acontecer assim?
Sem mais nem porque?
Eu que não quero renovar nada.
Se é pra ser tudo novo, que seja mesmo tudo novo.
Que eu possa sentir o cheiro fresco de tudo que ainda não conheço.
Porque o contrário, não quero, não.
Nada que é corriqueiro vai me animar.
Que 2011 seja mais que ano novo.
Que seja tempo de aprendizado e de muito conhecimento.
Que sejamos únicos todos nós.
Assim seja!
sábado, 8 de janeiro de 2011
O que é e pra que serve o Esperanto?
Pedi a um amigo Esperantista que respondesse essas perguntas. Ele foi além, e deu uma aulinha sobre o assunto. Vamos aprender, então!
Afinal por que estudo o Esperanto?
Me vi pensando afinal porque eu mesmo dediquei tanto tempo de minha vida ao estudo desta ideia, por que sinto o meu coração tão ligado a esta comunidade e por que afinal ainda insisto em continuar com esta dedicação apesar da maioria dizer que é uma causa perdida?
Frases como "Você poderia estar aproveitando o seu grande potencial em algo mais útil (deve-se ler rentável)", são comuns em minha vida.
Afinal porque estudo o Esperanto se ele ainda não foi aceito mundialmente e o Inglês dia a dia continua a pressionar a comunidade internacional. Será uma doença, talvez um tipo de doença mental contagiosa.
Para responder a todas estas questões reservei um pouquinho do meu tempo e comecei a escrever este texto.
Direito de Escolha
Perguntar a alguém por que não torce pelo time que está ganhando ou por que não somos todos capitalistas ou mais ainda porque insistimos em ser pessoas de bem, se está mais do que provado que os espertos sempre se dão melhor na vida, seria uma perda de tempo, seria imediatamente ridicularizado pois todos estariam com a resposta na ponta da língua. Mas perguntar com sarcasmo por que estudamos uma língua que achamos ser mais justa para todos os povos, algo mais humano não privilegiando alguns grupos, é extremamente comum. Afinal de onde vem tamanha estranheza em se acreditar que possa existir uma alternativa mais JUSTA ao Inglês, que pertence a um grupo? Teremos então todos sempre que torcer para o time que esta ganhado? Teremos todos que fazer o mesmo curso universitário, claro sempre aquele mais rentável? Onde fica a diversidade humana? Melhor, onde fica o nosso direito de escolhermos o que achamos melhor para nós e para o mundo? Teremos então todos que vestir a mesma cor?
Três tipos de seres Humanos
No mundo sempre houve três tipos de seres humanos, os gênios desbravadores e pioneiros, que são extremamente raros, alguns poucos que seguem imediatamente estes pioneiros sem a necessidade de aprovação da maioria e a grande massa comum que somente adota uma posição confortavelmente após todos ou quase todos adotarem a mesma idéia. Foi assim com o Cristianismo, os primeiros cristãos foram até queimados. Devemos nos perguntar se pertencemos ao último grupo? Se a resposta for afirmativa então somente nos dedicaremos ao Esperanto após a grande massa o adotá-lo.
Adotar uma idéia porque ela é mais justa, prática e humana apesar da discordância da maioria é considerado insanidade no mundo moderno.
Como o Esperanto melhora a minha vida
Há 30 anos estudo e me dedico a divulgação do Esperanto. Conheci pessoas que nunca poderia ter conhecido senão pelo uso desta língua. Convivo diariamente com pessoas boas, esclarecidas, honestas, dedicadas, idealistas. Isto é ruim? Seria melhor então conviver com o mundo do crime, das drogas e da corrupção? Sinto me um privilegiado em ter conhecido tais pessoas e participar deste grupo raro de seres humanos. Só isto já bastaria para melhorar a vida de qualquer um e justificar minha dedicação. Poderemos incluir ai livros que li e que jamais leria na minha língua materna, congressos e viagens etc.. Também não teria a possibilidade de ensinar Esperanto a crianças carentes e desta forma não me tornaria uma pessoa melhor, seria mais um parasita da sociedade. Então? O Esperanto não contribuiu em nada para que eu me tornasse uma pessoa melhor?
Mas alguns esperantistas estão ansiosos
Sim. Verifico que alguns realmente se sentem deprimidos e ansiosos com a vitória final demorando a chegar, com a indiferença das pessoas e com a falta de resultados bombásticos imediatos. Somos todos imediatistas hoje em dia, não chegamos nem a ler um e-mail muito longo pois estamos sempre correndo.
Necessidade de uma Língua Internacional
Lembro quando comecei a estudá-lo a 30 anos que somente por carta ou telefonemas muito caros poderíamos nos comunicar com estrangeiros. Vocês realmente acham que ha 30 anos quando o ainda não existia internet, globalização, etc.., o Esperanto seria útil? Zamenhof pensou no problema muito antes de realmente ele aparecer, somente hoje começamos a sentir a necessidade de um idioma internacional pois as distancias sumiram com a internet. Este tempo foi realmente necessário para o amadurecimento da língua.
Um grande desafio
Não sei se consegui responder a sua questão sobre o Inglês e o Esperanto caro amigo, no entanto posso garantir que sem ele minha vida seria outra, sem sal, sem grandes desafios, e nada melhor do que um grande desafio para mostrarmos a que viemos para este mundo. Portanto se lhe perguntarem novamente por que estudas esta língua "morta", "que não pegou" ou "que ninguém conhece" diga simplesmente: Porque ela me torna uma pessoa melhor.
Guilherme Jardim
Analista de Sistemas/Pai da Isabelle e Eperantista
Charqueada - 01/2011guilherme@winart.com.br
Afinal por que estudo o Esperanto?
Me vi pensando afinal porque eu mesmo dediquei tanto tempo de minha vida ao estudo desta ideia, por que sinto o meu coração tão ligado a esta comunidade e por que afinal ainda insisto em continuar com esta dedicação apesar da maioria dizer que é uma causa perdida?
Frases como "Você poderia estar aproveitando o seu grande potencial em algo mais útil (deve-se ler rentável)", são comuns em minha vida.
Afinal porque estudo o Esperanto se ele ainda não foi aceito mundialmente e o Inglês dia a dia continua a pressionar a comunidade internacional. Será uma doença, talvez um tipo de doença mental contagiosa.
Para responder a todas estas questões reservei um pouquinho do meu tempo e comecei a escrever este texto.
Direito de Escolha
Perguntar a alguém por que não torce pelo time que está ganhando ou por que não somos todos capitalistas ou mais ainda porque insistimos em ser pessoas de bem, se está mais do que provado que os espertos sempre se dão melhor na vida, seria uma perda de tempo, seria imediatamente ridicularizado pois todos estariam com a resposta na ponta da língua. Mas perguntar com sarcasmo por que estudamos uma língua que achamos ser mais justa para todos os povos, algo mais humano não privilegiando alguns grupos, é extremamente comum. Afinal de onde vem tamanha estranheza em se acreditar que possa existir uma alternativa mais JUSTA ao Inglês, que pertence a um grupo? Teremos então todos sempre que torcer para o time que esta ganhado? Teremos todos que fazer o mesmo curso universitário, claro sempre aquele mais rentável? Onde fica a diversidade humana? Melhor, onde fica o nosso direito de escolhermos o que achamos melhor para nós e para o mundo? Teremos então todos que vestir a mesma cor?
Três tipos de seres Humanos
No mundo sempre houve três tipos de seres humanos, os gênios desbravadores e pioneiros, que são extremamente raros, alguns poucos que seguem imediatamente estes pioneiros sem a necessidade de aprovação da maioria e a grande massa comum que somente adota uma posição confortavelmente após todos ou quase todos adotarem a mesma idéia. Foi assim com o Cristianismo, os primeiros cristãos foram até queimados. Devemos nos perguntar se pertencemos ao último grupo? Se a resposta for afirmativa então somente nos dedicaremos ao Esperanto após a grande massa o adotá-lo.
Adotar uma idéia porque ela é mais justa, prática e humana apesar da discordância da maioria é considerado insanidade no mundo moderno.
Como o Esperanto melhora a minha vida
Há 30 anos estudo e me dedico a divulgação do Esperanto. Conheci pessoas que nunca poderia ter conhecido senão pelo uso desta língua. Convivo diariamente com pessoas boas, esclarecidas, honestas, dedicadas, idealistas. Isto é ruim? Seria melhor então conviver com o mundo do crime, das drogas e da corrupção? Sinto me um privilegiado em ter conhecido tais pessoas e participar deste grupo raro de seres humanos. Só isto já bastaria para melhorar a vida de qualquer um e justificar minha dedicação. Poderemos incluir ai livros que li e que jamais leria na minha língua materna, congressos e viagens etc.. Também não teria a possibilidade de ensinar Esperanto a crianças carentes e desta forma não me tornaria uma pessoa melhor, seria mais um parasita da sociedade. Então? O Esperanto não contribuiu em nada para que eu me tornasse uma pessoa melhor?
Mas alguns esperantistas estão ansiosos
Sim. Verifico que alguns realmente se sentem deprimidos e ansiosos com a vitória final demorando a chegar, com a indiferença das pessoas e com a falta de resultados bombásticos imediatos. Somos todos imediatistas hoje em dia, não chegamos nem a ler um e-mail muito longo pois estamos sempre correndo.
Necessidade de uma Língua Internacional
Lembro quando comecei a estudá-lo a 30 anos que somente por carta ou telefonemas muito caros poderíamos nos comunicar com estrangeiros. Vocês realmente acham que ha 30 anos quando o ainda não existia internet, globalização, etc.., o Esperanto seria útil? Zamenhof pensou no problema muito antes de realmente ele aparecer, somente hoje começamos a sentir a necessidade de um idioma internacional pois as distancias sumiram com a internet. Este tempo foi realmente necessário para o amadurecimento da língua.
Um grande desafio
Não sei se consegui responder a sua questão sobre o Inglês e o Esperanto caro amigo, no entanto posso garantir que sem ele minha vida seria outra, sem sal, sem grandes desafios, e nada melhor do que um grande desafio para mostrarmos a que viemos para este mundo. Portanto se lhe perguntarem novamente por que estudas esta língua "morta", "que não pegou" ou "que ninguém conhece" diga simplesmente: Porque ela me torna uma pessoa melhor.
Guilherme Jardim
Analista de Sistemas/Pai da Isabelle e Eperantista
Charqueada - 01/2011guilherme@winart.com.br
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Preconceito Linguístico
Me desculpem os que já me ouviram falar sobre esse assunto inúmeras vezes. Já falei sobre isso, inclusive, na Mostra Acadêmica da Unimep. Eu sei disso. Sei que deve cansar, sei que deve levar à exaustão. Mas que remédio? Se tenho que falar, já que nada muda nunca.
Primeiramente, estou cansada de ouvir as pessoas que não moram em Piracicaba dar um risinho toda vez que falo "porta, carta, normal". Que saco! Meu R é retroflexo mesmo, e daí? E fico me perguntando: "Quantos dos risonhos aí, sabem o que siginifica - retroflexo?" Bem poucos, acredito!
Depois, odeio, mas odeio de verdade quando um sulista tenta imitar os baianos, pernambucanos, nordestinos enfim. Que por sinal, para vários sulistas, todo nordestino é baiano. Quanta falta de geografia!! Deus que me perdoe! Sem citar a imitação barata dos gaúchos, como se eles só falassem "Mas bah." Aff.
Seguindo em frente. Devo mesmo ter me transformado numa ativista do combate ao preconceito linguístico. É que me enerva profundamente, além de tudo isso já dito, quando uma pessoa sai de sua cidade natal, vai para outra, que faz uso de outro dialeto e acaba por "pegar" (se é que se pega isso), o sotaque alheio. Quando isso ocorre, vejam só o que acontece... Os "donos" do sotaque dizem que esse intruso está forçando a barra. Que mané barra, seu mané? O contato direto com outra variante, faz com que esse outro falante tente ser aceito pelo grupo. E muitas vezes isso é um processo inconsciente. Está tudo nas teorias Linguísticas. E eu falo "oxi" mesmo. Falo quantas vezes quiser.
Enfim, eu gostaria de pedir encarecidamente para esses que não se dão ao trabalho de analisar coisa nenhuma, que antes de imitar, criticar e ridicularizar a língua, linguagem e trejeitos do outro, que olhem para seu umbigo antes. Você por acaso conhece sua própria língua? Sim, porque se você não conhece aquilo que mais usa durante o dia, então meu caro cidadão, eu só tenho uma coisinha pra te dizer: "Cala a boca e vai ler um pouco, vai!"
Primeiramente, estou cansada de ouvir as pessoas que não moram em Piracicaba dar um risinho toda vez que falo "porta, carta, normal". Que saco! Meu R é retroflexo mesmo, e daí? E fico me perguntando: "Quantos dos risonhos aí, sabem o que siginifica - retroflexo?" Bem poucos, acredito!
Depois, odeio, mas odeio de verdade quando um sulista tenta imitar os baianos, pernambucanos, nordestinos enfim. Que por sinal, para vários sulistas, todo nordestino é baiano. Quanta falta de geografia!! Deus que me perdoe! Sem citar a imitação barata dos gaúchos, como se eles só falassem "Mas bah." Aff.
Seguindo em frente. Devo mesmo ter me transformado numa ativista do combate ao preconceito linguístico. É que me enerva profundamente, além de tudo isso já dito, quando uma pessoa sai de sua cidade natal, vai para outra, que faz uso de outro dialeto e acaba por "pegar" (se é que se pega isso), o sotaque alheio. Quando isso ocorre, vejam só o que acontece... Os "donos" do sotaque dizem que esse intruso está forçando a barra. Que mané barra, seu mané? O contato direto com outra variante, faz com que esse outro falante tente ser aceito pelo grupo. E muitas vezes isso é um processo inconsciente. Está tudo nas teorias Linguísticas. E eu falo "oxi" mesmo. Falo quantas vezes quiser.
Enfim, eu gostaria de pedir encarecidamente para esses que não se dão ao trabalho de analisar coisa nenhuma, que antes de imitar, criticar e ridicularizar a língua, linguagem e trejeitos do outro, que olhem para seu umbigo antes. Você por acaso conhece sua própria língua? Sim, porque se você não conhece aquilo que mais usa durante o dia, então meu caro cidadão, eu só tenho uma coisinha pra te dizer: "Cala a boca e vai ler um pouco, vai!"
Kafka ou Jane Austen
Um dia eu estava tentando dar nome ao que eu estava sentindo.
Eu pensei muito.
Ponderei demais.
Até usei o dicionário.
Verifiquei todos os adjetivos possíveis.
Não encontrei nada.
Nada!
Daí eu larguei mão.
Ah, pelo amor de Deus,
que pessoa em sã consciência fica procurando
no dicionário palavra para nomear sentimentos.
Ah, tenha dó!
Então, resolvi tomar banho.
Quem sabe eu tivesse mais sorte, começando "fresh".
Depois disso, resolvi fazer café.
Sei lá, cafeína também é estimulante, não é?
Não tenho bem certeza se o que eu estou falando faz sentido.
Mas quem importa....?
O fato é que fiz o café.
Bebi uma xícara enorme de café.
Esperei um pouco,
talvez demorasse um tempinho até a inspiração chegar...
...
Nada!
À essas alturas eu já nem sabia mais qual era o sentimento do início dessa conversa.
Se bem que, no início eu já não sabia o nome dele.
Quanta tolice junta...
Bom, voltando.
Esperei e nada.
Tomei outra xícara de café.
Só que dessa vez resolvi me acomodar na cama.
Confortavelmente.
O mais confortável possível.
Faltava um livro.
Encostei a xícara na mesinha e peguei o livro.
Li duas páginas.
Foram necessárias apenas duas simples páginas,
e encontrei o nome para o que eu estava sentindo.
Como o livro era em inglês, aqui está a frase original:
"It felt more like something out of Kafka than out of Austen."
(Elizabeth Gilbert - Committed)
Eu pensei muito.
Ponderei demais.
Até usei o dicionário.
Verifiquei todos os adjetivos possíveis.
Não encontrei nada.
Nada!
Daí eu larguei mão.
Ah, pelo amor de Deus,
que pessoa em sã consciência fica procurando
no dicionário palavra para nomear sentimentos.
Ah, tenha dó!
Então, resolvi tomar banho.
Quem sabe eu tivesse mais sorte, começando "fresh".
Depois disso, resolvi fazer café.
Sei lá, cafeína também é estimulante, não é?
Não tenho bem certeza se o que eu estou falando faz sentido.
Mas quem importa....?
O fato é que fiz o café.
Bebi uma xícara enorme de café.
Esperei um pouco,
talvez demorasse um tempinho até a inspiração chegar...
...
Nada!
À essas alturas eu já nem sabia mais qual era o sentimento do início dessa conversa.
Se bem que, no início eu já não sabia o nome dele.
Quanta tolice junta...
Bom, voltando.
Esperei e nada.
Tomei outra xícara de café.
Só que dessa vez resolvi me acomodar na cama.
Confortavelmente.
O mais confortável possível.
Faltava um livro.
Encostei a xícara na mesinha e peguei o livro.
Li duas páginas.
Foram necessárias apenas duas simples páginas,
e encontrei o nome para o que eu estava sentindo.
Como o livro era em inglês, aqui está a frase original:
"It felt more like something out of Kafka than out of Austen."
(Elizabeth Gilbert - Committed)
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Nem Sempre Foi Assim
Nem sempre fui assim.
A paciência e a tolerância eram parte de mim.
E hoje tudo o que busco é ser compreensiva com as pessoas.
O problema é que o que preciso é voltar a ser como antes.
Só que não consigo mais.
Nem sempre foi tão difícil acertar.
Eu podia dançar despreocupadamente.
Os sonhos viam e ficavam.
Hoje, insisto para me iludir mais.
Um caso perdido.
Uma pessoa, que por acaso está aqui agora.
Que por acaso se cansa depois.
Alguém que não vê o fim, nem o futuro.
Eu sou vazio.
E daqui pra frente, nem Deus se arrisca dizer.
Que seja como tiver de ser.
Já que surpreso não fico,
que esteja dormindo.
Passa sem que eu perceba.
A paciência e a tolerância eram parte de mim.
E hoje tudo o que busco é ser compreensiva com as pessoas.
O problema é que o que preciso é voltar a ser como antes.
Só que não consigo mais.
Nem sempre foi tão difícil acertar.
Eu podia dançar despreocupadamente.
Os sonhos viam e ficavam.
Hoje, insisto para me iludir mais.
Um caso perdido.
Uma pessoa, que por acaso está aqui agora.
Que por acaso se cansa depois.
Alguém que não vê o fim, nem o futuro.
Eu sou vazio.
E daqui pra frente, nem Deus se arrisca dizer.
Que seja como tiver de ser.
Já que surpreso não fico,
que esteja dormindo.
Passa sem que eu perceba.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
TRAIÇÃO
Essa é a palavra de ordem, ultimamente.
Não que ela tenha que acontecer.
Ela só tem que existir.
E ela existe.
Percebi que existe fortemente na vida das pessoas.
Apesar do pavor que essa palavra carrega,
ela é integrante ativa nos lares, nas famílias e com os mortais.
Estranho?
Nem tanto assim,
afinal, a conhecemos há muito tempo...
Então, que ela se estabeleça.
Quem sabe no papel ela fica um pouquinho mais bonita?
Só rindo mesmo!!!!!
Não que ela tenha que acontecer.
Ela só tem que existir.
E ela existe.
Percebi que existe fortemente na vida das pessoas.
Apesar do pavor que essa palavra carrega,
ela é integrante ativa nos lares, nas famílias e com os mortais.
Estranho?
Nem tanto assim,
afinal, a conhecemos há muito tempo...
Então, que ela se estabeleça.
Quem sabe no papel ela fica um pouquinho mais bonita?
Só rindo mesmo!!!!!
sábado, 9 de outubro de 2010
In Vain
E logo eu que queria passar despercebido na vida...
que briguei para não ser ouvido.
Venho me mostrar entre as mais novas tecnologias.
Logo eu que apenas queria ser homem.
e homem sendo ter aquela mulher que tão mal me fez.
E ainda assim a espero na esquina,
em todas as encruzilhadas dos meus caminhos,
em todos os espaços vazios do meu dia.
Cá estou novamente,
repetindo façanhas tão batidas.
Tendo o amor como alguma coisa distante.
Nunca experimentei o silêncio do depois.
Nem mesmo o grito do ato,
Queria gemer, berrar, me lambuzar com tudo o que vem de você.
Mas...
Nada me é permitido.
Com você não posso nem mesmo querer.
Devo continuar me afogando em pensamentos impossíveis.
Eu que fecho a porta pra você,
que não abro possibilidades.
Não posso imaginar sendo visto pelo seu olhar.
Medo.
Pavor.
Te desejo cada vez mais em silêncio.
Em vão.
que briguei para não ser ouvido.
Venho me mostrar entre as mais novas tecnologias.
Logo eu que apenas queria ser homem.
e homem sendo ter aquela mulher que tão mal me fez.
E ainda assim a espero na esquina,
em todas as encruzilhadas dos meus caminhos,
em todos os espaços vazios do meu dia.
Cá estou novamente,
repetindo façanhas tão batidas.
Tendo o amor como alguma coisa distante.
Nunca experimentei o silêncio do depois.
Nem mesmo o grito do ato,
Queria gemer, berrar, me lambuzar com tudo o que vem de você.
Mas...
Nada me é permitido.
Com você não posso nem mesmo querer.
Devo continuar me afogando em pensamentos impossíveis.
Eu que fecho a porta pra você,
que não abro possibilidades.
Não posso imaginar sendo visto pelo seu olhar.
Medo.
Pavor.
Te desejo cada vez mais em silêncio.
Em vão.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
À merda
Eu tô num nível de exaustão aterrador.
E por isso, eu não quero nem saber se eu tô usando a palavra certa ou errada. Cansei de procurar a palavra que diz mais do que ela mesma deveria. Simplicidade. Que se dane a simplicidade!! Se todos são tão complexos e irritantes. E se "irritantes" não é uma palavra adequada aqui, FODA-SE!!!
Aliás, por falar em "foder", por que os poetas usam "néctar do gozo" e não falam "porra" de uma vez por todas. Se uma professora minha (ótima por sinal) de literatura me disse uma vez que quanto menos se escreve, mais se fala, então parem de florear o que todo mundo já conhece.
Se bem, que por outro lado, será que todo mundo sabe o que é "porra"? e o que é "gozar"? Também, que diferença isso faz? Se amanhã eu vou ter que acordar do mesmo jeito, no mesmo lugar, os outros gozando ou não?
Outra coisa que me irrita profundamente (entendam esse profundamente, simplesmente, como o "profundamente". Porque eu sinto um incômodo dentro (bem dentro) do estômago). Enfim, sabe aqueles casos quando você fala de um projeto para alguém, e esse alguém diz: "Ah, legal. Mas pense bem, veja aí se é isso mesmo o que você quer..."
Como assim????
Primeiro, se eu gastei meu tempo contando pra você, é porque eu já pensei bem.
Segundo, "veja aí", de onde vem esse desdém todo? Eu odeio o "veja aí", "pense aí". Será difícil entender que se se trata de um projeto, eu já ponderei várias vezes e, provavelmente, é só nisso que eu venho pensando ultimamente...? Será difícil respeitar o que está aqui dentro?
Deixa eu falar uma coisa claramente aqui: eu tenho meus gostos e desgostos, meus receios e meus impulsos, eu quero muitas coisas, mas quero que outras desapareçam da minha frente. Até quando eu tenho que falar:"É, pensando por esse lado...talvez você tenha razão.." Razão o escambal (nem sei se é assim que escreve 'escambal', mas também quem importa..). No fundo ninguém tem razão em coisa alguma. Nem essas palavras todas que eu tô dizendo devem ter razão, mas eu quero falar. E daí???
Ah, claro. Eu não tenho razão porque eu ainda não sou ningém? Certo, eu tenho 28 anos e ainda nem aprendi balet, nem francês e muito menos violão? E quem é você pra ignorar por completo os meus 28 anos? Okay, você é mestre? Mestre em que? E o que é ser mestre? É essa ideia ocidental que nós dividimos desse lado do mundo? Um título que se adquire numa instituição? Mas ser mestre não é adquirido ao longo de uma vida inteira? NÃO??? Ah tá!!! E você mudou em que minha vida com sua maestria? E você mudou o que, na vida de quem (além da sua) com seu título?
Aff, também já tô tão de saco cheio que amanhã, provavelmente, deletarei essa porcaria.
Mas hoje, eu tô cansada de entender, de ser a neutra, a sensata e ponderada.
Vá à merda esses conceitos certeiros, prontos e imóveis.
Basta!!!
Me deixem em paz.
Nem que pra isso eu tenha que me calar de vez nos próximos 10 dias!!
E por isso, eu não quero nem saber se eu tô usando a palavra certa ou errada. Cansei de procurar a palavra que diz mais do que ela mesma deveria. Simplicidade. Que se dane a simplicidade!! Se todos são tão complexos e irritantes. E se "irritantes" não é uma palavra adequada aqui, FODA-SE!!!
Aliás, por falar em "foder", por que os poetas usam "néctar do gozo" e não falam "porra" de uma vez por todas. Se uma professora minha (ótima por sinal) de literatura me disse uma vez que quanto menos se escreve, mais se fala, então parem de florear o que todo mundo já conhece.
Se bem, que por outro lado, será que todo mundo sabe o que é "porra"? e o que é "gozar"? Também, que diferença isso faz? Se amanhã eu vou ter que acordar do mesmo jeito, no mesmo lugar, os outros gozando ou não?
Outra coisa que me irrita profundamente (entendam esse profundamente, simplesmente, como o "profundamente". Porque eu sinto um incômodo dentro (bem dentro) do estômago). Enfim, sabe aqueles casos quando você fala de um projeto para alguém, e esse alguém diz: "Ah, legal. Mas pense bem, veja aí se é isso mesmo o que você quer..."
Como assim????
Primeiro, se eu gastei meu tempo contando pra você, é porque eu já pensei bem.
Segundo, "veja aí", de onde vem esse desdém todo? Eu odeio o "veja aí", "pense aí". Será difícil entender que se se trata de um projeto, eu já ponderei várias vezes e, provavelmente, é só nisso que eu venho pensando ultimamente...? Será difícil respeitar o que está aqui dentro?
Deixa eu falar uma coisa claramente aqui: eu tenho meus gostos e desgostos, meus receios e meus impulsos, eu quero muitas coisas, mas quero que outras desapareçam da minha frente. Até quando eu tenho que falar:"É, pensando por esse lado...talvez você tenha razão.." Razão o escambal (nem sei se é assim que escreve 'escambal', mas também quem importa..). No fundo ninguém tem razão em coisa alguma. Nem essas palavras todas que eu tô dizendo devem ter razão, mas eu quero falar. E daí???
Ah, claro. Eu não tenho razão porque eu ainda não sou ningém? Certo, eu tenho 28 anos e ainda nem aprendi balet, nem francês e muito menos violão? E quem é você pra ignorar por completo os meus 28 anos? Okay, você é mestre? Mestre em que? E o que é ser mestre? É essa ideia ocidental que nós dividimos desse lado do mundo? Um título que se adquire numa instituição? Mas ser mestre não é adquirido ao longo de uma vida inteira? NÃO??? Ah tá!!! E você mudou em que minha vida com sua maestria? E você mudou o que, na vida de quem (além da sua) com seu título?
Aff, também já tô tão de saco cheio que amanhã, provavelmente, deletarei essa porcaria.
Mas hoje, eu tô cansada de entender, de ser a neutra, a sensata e ponderada.
Vá à merda esses conceitos certeiros, prontos e imóveis.
Basta!!!
Me deixem em paz.
Nem que pra isso eu tenha que me calar de vez nos próximos 10 dias!!
sábado, 18 de setembro de 2010
...
Como é que pode acontecer assim?
Sem mais explicações,
sem nenhum aviso, sem marcas?
Você se aproximou com esse jeito de dominação.
Se zanga toda vez que questiono seu modo, seu jeito tão sem jeito,
É incrível como hoje não mais vivo.
Minha existência flui como um rastro dos seus passos.
Me movo na direção do seu olhar.
Sigo sua voz, buscando me proteger do fato de nunca te ter.
Me escondo nos prazeres de outros
que não mais me dão o gosto, o gozo, nem ao menos amor.
Agora sobrevivo.
À sombra do que você ensina,
às margens das suas leis.
E se pudesse escolher,
nem sei se pediria você por perto.
Tenho medo do seu desejo.
E ainda assim espero e conto o tempo,
Olhando para o dia que nos amaremos até descansar.
(Em si lêncio: "te amo mais que a mim")
Sem mais explicações,
sem nenhum aviso, sem marcas?
Você se aproximou com esse jeito de dominação.
Se zanga toda vez que questiono seu modo, seu jeito tão sem jeito,
É incrível como hoje não mais vivo.
Minha existência flui como um rastro dos seus passos.
Me movo na direção do seu olhar.
Sigo sua voz, buscando me proteger do fato de nunca te ter.
Me escondo nos prazeres de outros
que não mais me dão o gosto, o gozo, nem ao menos amor.
Agora sobrevivo.
À sombra do que você ensina,
às margens das suas leis.
E se pudesse escolher,
nem sei se pediria você por perto.
Tenho medo do seu desejo.
E ainda assim espero e conto o tempo,
Olhando para o dia que nos amaremos até descansar.
(Em si lêncio: "te amo mais que a mim")
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